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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Dados fresquinhos sobre a economia dos EUA

Acabados de sair.

A taxa de inflação nos EUA para o mês de Outubro (variação homóloga) foi de -0,2%. A press release do BLS pode ser vista aqui.

Hoje também saíram dados sobre o comportamento do mercado da habitação nos EUA. A magnitude da queda deste mercado parece ter surpreendido os analistas.

A press release conjunta do US Census Bureau e do US Department of Housing and Hurban development pode ser lida aqui.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O lento declinar do crescimento da população em Portugal

Hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou as estimativas para população residente em Portugal.

São estimativas, números sujeitos a revisão. Valores mais precisos só com os censos de 2011. De qualquer forma são valores tomados como bastante precisos (os maiores problemas devem vir, penso eu, da dificuldade em estimar os saldos migratórios; algo difícil de se fazer com precisão numa Europa com livre circulação de pessoas e bens).

Pois bem, e o que nos diz o INE? Confirma-nos o que intuímos saber: diminuição da taxa de crescimento da população e envelhecimento da mesma.

Desde 2004 que a taxa de crescimento efectivo da população residente tem vindo a declinar até chegar aos míseros 0,09% de 2008. É o que o gráfico deste post mostra. Mas talvez mais preocupante são os indicadores da população activa (67,1% em 2008) e os rácios de "dependência": em 2008, estima-se que para cada 100 jovens havia 115 idosos...

E o que nos trazem de positivo estas novas estimativas? Bem, a maior longevidade da população, o decréscimo da taxa de mortalidade infantil (algo que nos deveríamos orgulhar, pois estamos entre os melhores do mundo) e uma ligeira melhoria da taxa de natalidade em relação ao 2007.

São estes os números e tendência que ensombram todas e quaisquer políticas económicas de médio/longo prazo. O que fazer para contrariar esta tendência demográfica? Estimular a natalidade. Promovê-la a sério. E que mais se pode fazer? Estimular a produtividade. E que mais? Uma política inteligente de imigração.

O grande desafio é, quanto a mim, desenhar políticas que estimulem e promovam, de uma forma óptima, produtividade e natalidade. Ah, e já agora, que se combinem bem com políticas de imigração. Serão objectivos incompatíveis?

O texto completo do destaque do INE pode ser lido aqui.
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PS: um dia depois à publicação do INE, o Público faz título de primeira página a partir destas estatísticas. Mas a dar ênfase à emigração, para dizer que há mais gente a sair de Portugal... Enfim, cada um é livre de dar a ênfase que quer. Até porque devemos ter em atenção de que talvez muitos dos que saem podem ser ex-imigrantes e não apenas "portugueses" altamente qualificados, como parece que o artigo quer fazer crer. Além do mais, tal como digo no post, o cálculo do saldo migratório é a parte mais complicada nesta estatística e, como tal, deve ser lida com alguma reserva e descrição... (eu não daria ênfase de primeira página!)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Inflação nos EUA

Dados acabados de sair. Em valores não ajustados sazonalmente, a taxa de variação homóloga do IPC americano continua no vermelho (-0,7%). Em Março aconteceu a mesma coisa, isto é, taxas negativas. É preciso recuar até 1955 para ver taxas de variação homóloga negativas.

A press release do BLS referente a Abril deste ano pode ser vista aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dados dos últimos dias

Mais informação sobre a ressaca em que a economia portuguesa se encontra mergulhada: dia 11, índice dos custos de construção nova abranda; dia 12, produção na construção abranda; dia de hoje, preços no consumidor descem, pela segunda vez consecutiva, ao reino dos valores negativos (-0,5% de variação homóloga em Abril).

Mais informação pode ser obtida aqui.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Inflação no vermelho (parte II)

As agências estatísticas internacionais e os meios de comunicação continuam a divulgar recordes de 40, 50 ou mais anos para a inflação. Desta vez foi o BLS, com -0,4% em termos homólogos e o INE de Espanha, com -0,1% (a confirmar a estimativa rápida anteriormente divulgada no fim de Março e que serviu de exemplo em intervenções recentes sobre a taxa de inflação portuguesa).

Nos EUA é preciso recuarmos até 1955 para verificarmos uma taxa de variação homóloga negativa. Em Espanha o INE esclarece que este é o primeiro valor negativo em toda a série histórica das taxas de variação homóloga do IPC. Definitivamente a inflação está na berra.

Aguardemos o que os próximos meses nos dizem, qual a reacção da economia europeia e norte-americana e, acima de tudo, que a opinião quase generalizada dos economistas se confirme: que os riscos de deflação estão longe de se tornarem uma realidade.

A press relase do BLS pode ser vista aqui. E a nota de prensa espanhola aqui. Amanhã saem os dados do Eurostat para a economia europeia.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Inflação no vermelho

Acabam de sair as primeiras notícias sobre os dados oficias da inflação em Portugal (mês de Março). O texto integral do destaque à imprensa pode ser visto aqui. O IPC registou uma variação de -0,4% em termos homólogos. Assim de memória, acho que a taxa negativa é uma estreia, pelo menos desde a década de 1970.

Recentemente, o Governador do Banco de Portugal assegurou que os riscos de deflação na economia portuguesa eram, apesar de terem aumentado, "minúsculos". Deixou o aviso de que taxas de inflação negativas poderão acontecer mais vezes durante este ano mas que um processo continuado de descida dos preços (isto é, um processo de deflação) é difícil de vir a acontecer.

Quinta-feira saem os dados para a zona euro. A ver se confirmam os valores, bem abaixo dos 2%, que o Eurostat avançou na sua última flash estimate (para aceder aos posts sobre este tema, basta clicar na etiqueta "indicadores").

terça-feira, 7 de abril de 2009

Pormenor técnico

Na versão on-line do jornal Público de hoje pode-se ler aqui que a estimativa do Eurostat para o andamento do PIB da zona euro no quarto trimestre de 2008 foi de -1,6%.

Não quero tecer nenhum comentário sobre a estimativa nem tão-pouco sobre a décima a mais ou a menos em relação a outras estimativas já efectuadas. Não.

Quero apenas alertar para o seguinte pormenor técnico. Se olharmos para a press release do Eurostat, verificamos que para os EUA e para o mesmo trimestre de 2008, a taxa de variação apresentada é de -1,6%. (ver press release aqui.)

Da mesma forma, se olharmos para esta notícia do Público lemos que a economia norte-americana "registou uma quebra de 6,3 por cento no último trimestre de 2008".

Então o que é que se passa? A economia dos EUA "mirrou" 1,6% ou 6,3% no último trimestre do ano passado? É que os números são bem dispares... Será que há um erro?

Há. E é um de interpretação que pode gerar confusão na cabeça das pessoas que consomem este tipo de informação.

O que se passa é que à notícia do Público sobre a evolução do PIB americano falta dizer que os dados, divulgados pelo US Bureau of Economic Analysis (ver press release deles aqui), são, ao contrário dos que são fornecidos pelo Eurostat, anualizados. Isto é, os -6,3% são a taxa de variação que obteríamos se a variação de 1,6% se perpetuasse por quatro trimestres consecutivos... A forma de divulgação do Eurostat é diferente da dos colegas americanos e isso não é, muitas vezes, tido em conta por quem divulga notícias sobre os dados.

Então, e qual é o problema? Bem, o problema talvez até não seja assim tão grande. Talvez a grande maioria das pessoas leia as notícias e as consuma de uma forma rápida, sem se preocupar com a ordem de grandeza dos dados.

Ao lermos hoje a notícia do Eurostat, já não nos lembramos da que foi dada, há algum tempo atrás, sobre o PIB dos EUA... E assim vamos vivendo. Sem muita atenção ao rigor dos números. O problema é que quem coloca estas notícias na internet deveria, na minha modesta opinião, saber como escrever e interpretar as coisas de forma a causar o mínimo de confusão aos leitores. O problema, é que constato que assim não acontece. Por que será?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Indicadores num flash

Ontem o Eurostat divulgou a sua estimativa rápida para os valores da inflação. Segundo o que se pode ler aqui, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, indicador utilizado para medir a inflação na zona euro, vai registar uma taxa de variação homologa de 0,6% este mês. Em Fevereiro o mesmo indicador registou um valor de 1,2%.

Hoje foi a vez do organismo oficial para as estatísticas da União Europeia anunciar um aumento da taxa de desemprego. Tal como pode ser lido aqui, a taxa de desemprego na zona euro em Fevereiro aumentou de 8,3% para 8,5% em Fevereiro. E o que querem dizer esta última percentagem? Que cerca de 13,5 milhões de pessoas estão desempregadas.

Os campeões do desemprego são a Espanha (com 15,5%), a Letónia (com 14,4%) e a Lituânia (com 13,7%). Se adicionarmos a estes últimos os 9,9% registados pela Estónia podemos ter uma ideia dos problemas que os países bálticos estão a ter. Fora da Europa, os 8,1% dos EUA são uma preocupação para todos os que pretendem ver sinais de recuperação económica a nível mundial.

Perante estes novos indicadores, não há então que estranhar esta notícia do Público on-line que diz que o Banco Central Europeu (BCE) deverá descer, uma vez mais, a sua taxa de referência para 1%. Por enquanto o BCE ainda tem "margem", como dizem os analistas. E se a recessão for para além de toda a margem possível?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Indícios de uma recuperação?

Dados de hoje sobre a inflação nos EUA. Em Fevereiro, quando comparado com o mesmo mês do ano anterios, os preços subiram em média 0,2%. Baixinho, mas ainda assim acima do que a grande maioria dos analistas estava à espera.

O facto de os valores do BLS terem suplantado as previsões dos analistas é, por si só, positivo. Isto porque o espectro deflacionário parece estar, pelo menos em parte, posto de parte. Relembramos que em Janeiro o mesmo indicador registou uma variação nula.

A press release do BLS pode ser vista aqui.

Hoje fala o presidente do FED sobre a economia americana. Vamos ver o o que o que Ben Bernanke tem para dizer aos EUA e, claro está, ao mundo, sobre o estado da economia americana.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Evolução da inflação desde 1999

A figura acima mostra a evolução da taxa de inflação homóloga do índice de preços no consumidor português entre Janeiro de 1999 e Fevereiro de 2009 (que foi hoje divulgada pelo INE; ver mais informações aqui).


Actualmente a inflação anda nos 0,2%. Lembro que a flash estimate do Eurostat dava para a zona euro 1,2% (dados definitivos a 16 de Março).


Impressionante a queda abrupta registada desde Outubro de 2008 (parte mais à direita do gráfico). Realmente uma figura vale mais do que mil palavras. Será que a tendência para a descida da taxa de variação homóloga se ficará por aqui?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dados fresquinhos sobre uma recessão

Dados fresquinhos sobre a situação económica portuguesa. A estimativa rápida para o terceiro trimestre de 2008 aponta para uma contracção de -2,1% do produto interno bruto (variação face ao mesmo trimestre de 2007). Confirma-se, com estes dados, o cenário de recessão técnica (pois temos agora dois trimestres consecutivos com taxas de crescimento negativas) e de forte contracção económica. Mais informações podem ser vistas aqui.

Hoje, o Eurostat divulgou que o produto interno bruto da Zona euro variou -1,5% no mesmo período. (Ver destaque de imprensa aqui.)

De igual forma, o índice de preços no consumidor português apresentou uma variação em Janeiro de 2009, face ao mesmo mês do ano anterior, de 0,2%. Nunca me lembro de ver valores tão baixos para a taxa de inflação. Mais informações sobre a inflação do mês de Janeiro podem ser vistas aqui.

Seriam munições para a oposição para o debate na Assembleia da República sobre economia, tema aliás escolhido pelo Primeiro-ministro José Sócrates... não fosse o pequeno pormenor de o debate ter sido feito na quarta-feira!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Quando bateremos no fundo?

A versão on-line do público divulga, na sua página principal, que a “Inflação na Zona Euro baixa para 1,1 por cento em Janeiro”. Trata-se da estimativa rápida do Eurostat que, diga-se em abono da verdade, costuma ser bastante certeira.

De qualquer forma, os dados oficiais de Janeiro só vão ser publicados a 27 de Fevereiro, tal como pode ser visto aqui, na press release que o Eurostat divulgou hoje sobre este assunto.

O fantasma da deflação futura parece não querer dar sinais de largar, pelo menos até agora, a Europa e a vida dos europeus.

Mas o Eurostat também divulgou hoje outros números. Desta feita sobre o desemprego. Na zona Euro, em Dezembro, o desemprego atingiu os 8% (7,9% em Portugal). Este organismo divulga dados corrigidos de efeitos sazonais que podem, desta forma, dar uma indicação da evolução ou tendência deste fenómeno socialmente preocupante que dá pelo nome de desemprego. Um ano atrás, em Dezembro de 2007, o desemprego situava-se nos 7,2% e não nos 8%. Os dados podem ser vistos aqui.

O que dizer da amálgama de números e de indicadores económicos que nos chegam numa cadência quase diária? Dizem-nos que estamos em queda. Infelizmente, só não nos dizem é quando é que bateremos no fundo....

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Inflação, inflação, deflação à vista? (parte II)

Mais notícias que confirmam o forte anemismo dos preços nas principais economias mundiais. O Bureau of Labor Statistics (BLS) acaba de reportar o valor para a inflação registada no mês anterior nos EUA. Quando comparado com Dezembro do ano passado, o índice de preços no consumidor americano - indicador que é usado para medir a inflação -, subiu uns míseros 0,1%... Uma queda de 1 ponto percentual em relação ao medido para o mês de Novembro (um breve comentário ao mês de Novembro pode ser visto aqui, neste Blogue).

A informação oficial do BLS pode ser obtida aqui.

É mais uma "fotografia" do estado da economia mundial. Uma última nota. Segunda-feira é a vez da Comissão Europeia anunciar novas previsões para a economia. Vamos ver que valor atribuem para o comportamento expectável da economia portuguesa. Vamos ver se confirmam (ou não) a tendência para ver a última previsão do Banco de Portugal para o PIB português como demasiado optimista. É que nas últimas semanas foram pelo menos duas entidades que anunciaram valores para o PIB bem piores do que o anunciado pelo Banco Central luso (IfW e da Standard and Poor's).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Economia alemã em desaceleração

Hoje foi divulgado o comportamento da economia alemã em 2008. Neste ano, a economia germânica cresceu 1,3%, menos 1,2 pontos percentuais do que em 2007. Confirma-se, desta vez de forma oficial, a tendência de desaceleração económica. Mais informações aqui.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Preços da habitação própria em Espanha

O arrefecimento do mercado imobiliário espanhol pode ser visto através de uma rápida consulta ao novíssimo Índice de Precios de Vivienda (IPV) do Instituto Nacional de Estatística de Espanha.

Hoje foram divulgados os dados referentes ao terceiro trimestre de 2008. O IPV desceu 3% em relação ao mesmo trimestre de 2007, acentuando a tendência de queda que este indicador tem vindo a registar desde a sua divulgação pública (ver aqui).

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Inflação, inflação, deflação à vista?

Hoje o INE anunciou os valores da inflação do mês de Novembro para Portugal. A taxa homóloga teve uma queda de 0.9 pontos percentuais, algo que não é muito comum de se ver na nossa economia (ver texto integral aqui).

Do outro lado do atlântico, foi a vez do Bureau of Labor Statistics anunciar o “tombo” da inflação nos Estados Unidos. A taxa homóloga registada foi de 1.1%, 2.6 pontos percentuais menor do que o registado em Outubro deste ano (ver texto integral aqui).

Será que o fantasma da deflação anda mesmo por aí?