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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Curiosidade mediática

Gráfico, retirado do site com o dicionário de língua portuguesa priberam, sobre as pesquisas das últimas 31 semanas sobre a palavra "minarete".

Pelo menos as notícias sobre a sua proibição na Suiça tiveram a vantagem de enriquecer o vocabulário de alguns.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Notas dispersas sobre Bucareste

Encontrei um restaurante Gambrinus em Bucareste. Não é assim tão extraordinário quanto isso. Parece que Gambrinus é o nome do santo padroeiro da cerveja. Mas ao contrário do restaurante de luxo Lisboeta, o de Bucareste já não funciona...

Encontrei Bucareste assim, com muitas portas fechadas e edifícios por restaurar.

É extraordinária a forma como os cabos de electricidade (ou de telefone?) são tratados nesta cidade. No entanto, milagre dos milagres, parece que tudo funciona. Não encontrei "puxadas". Estes postes, com carradas de fios, encontram-se por toda a cidade. Tirei a fotografia que acima podem ver perto de uma das avenidas principais de Bucareste.

O palácio que alberga o Parlamento. Mandada construir pelo ditador Nicolae Ceauşescu, muita gente em Bucareste não gosta dele. É, muito provavelmente, o edifício mais conhecido da cidade.

" A vida inspira-me", slogan do Millennium, desta feita em romeno. Também encontrei sinal do capitalismo português em Atenas.

Que mais há a dizer? Parques amplos. Famílias a passear nos parques. Mesmo de noite. Segurança. Ciclovias em praticamente toda a cidade e, por estranho que pareça, bicicletas na estrada. Trânsito infernal. Carros estacionados por toda a parte (mesmo em cima das ciclovias; eis a resposta para as bicicletas na estrada?). Preço de uma refeição por metade do que se consegue em Lisboa...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Esquadras de Turismo

Tenho uma conhecida que, na sua primeira visita a Lisboa, teve a desagradável experiência de ver a sua carteira passar para as mãos de um daqueles amigos do alheio que, como bem sabemos, adoram os estrangeiros que nos visitam. Aconteceu na estação de metro da Alameda, no passado mês de Março.

Após o sucedido, a pessoa em causa foi informada para ir a uma “esquadra de turismo”, da PSP, reportar o infesto acontecimento.

Primeira surpresa. Confesso que não sabia que existiam “esquadras de turismo”. Aquela que foi usada localiza-se na Praça dos Restauradores. Suponho que a sua existência se deva ao facto dos turistas necessitarem, ao contrário da fauna autóctone, de competências especiais dos polícias (maior celeridade dos processos, conhecimento de línguas, etc). Não sei, mas até pode ter alguma razão de ser.

Depois de prestar todas as informações à PSP, sucede que a minha conhecida teve de voltar para o seu país de origem. Fim da história? Não. Passado cerca de um mês, a polícia portuguesa envia-lhe uma carta para a sua caixa de correio.

Surpreendidos com a eficiência do Ministério da Administração Interna? Sim? Pois então o que dizer do facto de a mensagem ter sido escrita em português quando a pessoa que a recebeu não percebe uma palavra deste idioma? Esta é, a bem dizer, a minha segunda surpresa, até porque a queixosa falou sempre com as autoridades em inglês… Será que a vontade de espalhar o idioma Luso pelo mundo faz parte do "pacote" de competências especiais associados às “esquadras de turismo”? Não sei, fica a pergunta no ar.

Já agora, se por acaso encontrarem uma carteira em pele, de cor preta, com presilha de cor castanha, com um zipper à sua volta, que contenha três fotografias, números de telefone, um cartão de descontos em loja e cartões de visita digam alguma coisa. Dá-se de barato o dinheiro perdido.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Loja Açores

Na Avenida Elias Garcia, ali junto à Avenida da República, foi recentemente inaugurada a Loja Açores. O conceito deste espaço promovido pelo Governo Regional (e, claro está, através do dinheiro dos nossos impostos) é engraçado, pois combina a vertente comercial, através da venda de produtos típicos dos Açores, com a promoção turística. A loja vai ter também um café com serviço wireless gratuito.

Hoje passei por lá e fiquei agradavelmente surpreendido. Apenas uma nota negativa para a relativa confusão na etiquetagem dos preços de alguns produtos que, segundo me disseram, vieram para o continente com o IVA das Regiões Autónomas... Mas enfim, é a desorganização típica de quem acaba de inaugurar um espaço novo.

Vale a pena espreitar o espaço que veio diversificar, sem dúvida alguma, a oferta de serviços disponíveis na cidade de Lisboa. Já era possível, desta feita sem a ajuda do dinheiro dos contribuintes, "ir à Madeira" sem sair de Lisboa. Bastava apenas deslocarmo-nos ao Campo Pequeno e ir ao supermercado da família Sá. Agora, a dois passos da principal praça de touros do País, temos também os Açores à mão de semear... Aproveitem!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hoje

Hoje de manhã, alguns lisboetas deparartam-se com balões publicitários sobre a abertura de um centro comercial colocados nos seus carros. Sim é verdade, abre hoje mais uma superfície comercial. Saúda-se o investimento realizado, finalizado em tempo de crise, e os novos postos de trabalho gerados (o site oficial do centro tem uma bolsa de emprego que pode ser acedida a partir daqui). É sintoma que a vida continua, é um pequeno sinal de esperança no futuro.

Hoje é possível encontrar mais um jornal nas bancas. Chama-se i, é generalista, tem um formato e organização únicas (e um site bem engraçado que pode ser visto aqui). É de enaltecer a vontade em inovar e até a coragem em editar em papel quando se sabe que a tendência de desenvolvimento deste sector da informação escrita não é, nesta era da internet, a mais favorável.

Hoje o Banco Central Europeu deverá baixar a sua taxa de referência. Boas notícias para quem tem créditos. Mas também um aviso à navegação, pois nunca os juros estiveram a um nível tão baixo e que, a médio prazo, eles só tenderão a subir.

Tudo assuntos de hoje. Pequenos fragmentos com sinais para os dias de um futuro que nos espera. Um futuro que tudo farei para que seja melhor para a Marta, que nasceu hoje às 9h53, e para todos os da sua geração.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tempo desafiador de estereótipos

Acabo de ver na BBC world news que amanhã vão estar 21 graus em Moscovo e 19 em Madrid. Aqui, para os lados do Danúbio negro, o tempo também não anda nada mau. Este tempo anda mesmo maluco... Pelo menos para quem acredita que o sul da Europa é sempre mais quente do que lugares como Moscovo.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Geringonças com pedais

Há algum tempo atrás, estava eu a entrar numa estação da Linha de Sintra quando reparei numa geringonça com pedais transportada por um outro passageiro. No quadro do velocípede desdobrável, podia-se ler “Cenas a Pedal”.

Acontece que “Cenas a Pedal” é o nome da uma empresa que importa bicicletas e outro tipo de geringonças que possam promover estilos de vida simultaneamente mais saudáveis e mais amigas do ambiente. Vale a pena espreitar o site aqui, que inclui um blogue sobre bicicletas e cenas do género. Apenas um senão, aliás bastante comum em sites comerciais portugueses. Não encontrei preços, o que me faz suspeitar que este tipo de "cenas"sejam caras e um luxo para a grande maioria das pessoas.

Fica a referência e a sugestão a todos aqueles que queiram abater a barriguinha e que, ao mesmo tempo, tencionem promover meios de locomoção mais limpos. Sim, porque há uns tempos atrás cruzei-me com um dos mais mediáticos responsáveis pela autarquia de Lisboa e fiquei impressionadíssimo com a proeminência da sua barriga...

Rincão

Em Queluz, perto do Palácio Nacional, existe um jardim público onde tirei esta fotografia. É de uma casa situada num dos seus recantos.

Para mim, o interessante do lugar é que poderia facilmente ser transportado para uma povoação da Beira Baixa ou para uma outra zona qualquer que não a de uma cidade limítrofe de uma grande metrópole. Sem termos de apelar a um grande poder de abstracção, poderíamos facilmente imaginarmo-nos noutro lugar.

Sim, bem sei que são simplesmente resquícios do passado não (sub)urbano de Queluz. Uma raridade, dir-me-ão também, porque estão bem estimados e conservados.

Tudo bem, tudo certo. Para mim, o lugar é um daqueles exemplos que me lembram que, por vezes, é bom enganarmo-nos a "tomar a árvore pela floresta". Pelo menos por uns instantes. Pelo menos enquanto a vista descansa e se concentra na árvore, no rincão que me transporta para outros lugares, e se alheia da floresta, do caos urbanístico dos subúrbios de Lisboa.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Bonomia portuguesa

Há algum tempo atrás, ao passar pelos lados do Instituto Superior Técnico, deparei-me com a situação que a fotografia retrata. No tablier de um carro podia-se ler, numa folha escrevinhada à mão, “Parquímetro Engoliu € 2”.

Achei delicioso. Não porque sou contra os parquímetros ou contra a Emel. Nem sequer porque odeie a Ordem e a Autoridade nem tão-pouco porque tenha uma qualquer costela de Anarquista. Nada disso. Achei deliciosa a candura da frase, a ingenuidade associada a ela e a ambiguidade que traz. Terá sido um daqueles espertalhões saloios que se lembrou de aproveitar do facto do parquímetro estar avariado? Ou terá mesmo acontecido a "sucção" dos dois euros? Não sei. Só sei que, caso estivéssemos num outro país qualquer, a Autoridade só teria uma resposta: “So what?”

Aqui, em Portugal, sempre há a esperança de que a Autoridade, tantas vezes maltratada e escarnecida, se compadeça com este possível exemplo de bonomia e passe a complacência num sorriso em vez de uma desagradável multa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Rankings

Gosto de rankings. Especialmente daqueles que são dos bons. Dos maus ou, melhor dizendo, daqueles que não me agradam, gosto de fazer pouco deles. Como daquele ranking da Federação de História e Estatística do Futebol que dá o Sporting como a décima sétima melhor equipa mundial e a melhor portuguesa…

Aprecio um bom ranking. Gosto muito. É que, por mais informação que tenhamos sobre determinado assunto, não há nada melhor do que um belo ranking.

Sintetiza tudo, até o que nos vai na alma. Por vezes, têm o condão de nos animar. Outras vezes o de nos entristecer... Servem, ao fim e ao cabo, múltiplos fins. Até para, como no meu parágrafo inicial, escarnecer!

É que, perante uma pergunta fulcral, um qualquer imperativo nacional, muitos de nós chegam à brilhante conclusão, à quase hilariante posição, de que o melhor, afinal, é deixar o ranking falar.

E há de quase tudo… Ele é o ranking dos liceus, de um jornal português, ele é o ranking da competitividade, do World Economic Forum, ele é o ranking académico dos economistas portugueses e dos que trabalham em universidades portuguesas. Há de quase tudo. Vindos de dentro, de fora. De institutos públicos, de organismos privados. Para quase todos os gostos, sensibilidades e opiniões. Uff!

Ah, como é bom ouvir um bom ranking falar...

Só não deveriam era deixar de nos dizer que são meros instrumentos de análise. Um entre muitos. Limitados como todos. Não deveriam deixar de nos dizer que não são portadores de verdades inquestionáveis.

Só não deveriam deixar de nos dizer que a realidade é complexa e que, em última análise, não substituem a lógica, o raciocínio e a inteligência humanas. Ah, como é bom não deixa de pensar!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Escapa

Entrem neste site que me enviaram por e-mail e jogem o jogo do Escapa. Eu consegui aguentar-me 11 segundos. Depois digam-me qual o vosso recorde.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Uma gralha para recordar?

Já agora, conseguem ler a notícia que saiu a vermelho na página 17 da edição impressa do Público? Será uma nova linguagem?

Podem visualizar a curiosidade através do link da versão pdf do jornal on-line. A notícia é a que está no canto superior esquerdo da página. Intitula-se "Artista checo engana a europa". Bem sei que a direcção editorial do jornal privilegia a rapidez em detrimento de não cometer pequenas gralhas, mas não será isto um bocado demais?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Nascer há 30 anos atrás

Recomendações dadas às mamãs de há trinta anos atrás. No livrinho, não falta a referência à infame “mioleira” e à “açorda com miolos”. Curiosa a sugestão para a utilização de um caixote, gaveta ou cesto de vime como berço.


O que dirão as mamãs e os papás do século XXI (muitos dos quais nascidos há três décadas atrás) destas sugestões? Enfim, outros tempos!