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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Avatar

O gráfico colocado neste post foi retirado do dicionário on-line Priberam. Mostra a frequência da consulta da palavra Avatar nas últimas 37 semanas. Apesar da escala não ser das melhores, vê-se claramente o efeito do mediatismo do filme no número de consultas à palavra em questão (que no seu pico, atingiu mais de 12 000 consultas).

A palavra que agora dá o título a um dos filmes mais mediáticos de sempre, faz parte do acervo linguístico português. Se não souberem qual o seu significado, basta acederem à página da Priberam aqui.

E já agora, como ainda não fui ver o filme, conhecidos ou menos conhecidos poderiam fazer o favor de deixar as suas impressões sobre o mesmo em jeito de comentário? Obrigado.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Algo realmente diferente

Domingo, dia 24 de Maio, o filme “Arena”, de João Salaviza, de 25 anos, arrecadou a Palma de Ouro do Júri para a melhor Curta-metragem, um dos oito prémios principais do festival de Cannes. Foi a primeira distinção do tipo para um cineasta português.

Em Roland Garros, dois tenistas portugueses passaram à ronda seguinte desta prova mítica. Eis duas notícias que são diferentes do que (infelizmente) estamos habituados a ouvir. Parabéns aos protagonistas individuais das notícias.

Mas, já agora, parabéns também para o cinema e para o ténis portugueses. Felizmente parece existir por aí muita gente nova com talento e vontade de vencer. Que continuem com ganas de ter sucesso nas suas respectivas profissões!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quem quer ser bilionário: um filme excepcional ou algo perfeitamente banal?


Já se sabe, o filme Quem quer ser bilionário (Slumdog millionaire, no original), de Danny Boyle (Trainspotting, A praia), é um dos principais favoritos à vitória de Óscares. Especialmente agora, após os sete prémios arrecadados na cerimónia da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA).

Em rigor, a existência de um grande consenso quanto ao favoritismo de um determinado filme não quer dizer nada. A história dos Óscares está recheada de películas que não passaram disso mesmo: de favoritos.

De qualquer forma, a julgar pela polémica e pelas apreciações cinematográficas, o mínimo que se pode dizer é que Quem quer ser bilionário não deixa ninguém indiferente. Basta olhar para estas duas críticas, uma (muito) negativa e outra positiva, para se ter uma ideia do fenómeno.

Quanto a mim, que ainda não tive a oportunidade de ver o filme, toda esta polémica parece querer dizer-me que, quando o fizer, não me vou ficar pelo meio-termo (ou, o que é o mesmo, por uma apreciação “assim-assim” do filme).

Resta-nos esperar por 22 de Fevereiro e ver se o filme vai ficar na história dos Óscares.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Prémios Goya

Fevereiro é muitas vezes o mês dos Óscares. Este ano não foge a esta regra, com a cerimónia da sua entrega prevista para o dia 22.

Enquanto espero pela entrega das estatuetas, vou rtomando nota dos vencedores de outros festivais de cinema como, por exemplo, os prémios Goya de ontem.

O grande vencedor deste ano foi o filme Camino, dirigido por Javier Fesser. Segundo parece, este filme, que arrebatou seis Goya, centra-se na história da pequena Alexia González-Barros y González, hoje em processo de ser beatificada. É também um olhar sobre a Opus Dei e sobre a sua influência na vida das pessoas.

Polémicas à parte, registo a capacidade do cinema espanhol em produzir filmes que lidam com temas sensíveis e simultaneamente interessantes para o grande público. Quem é que não se lembra, por exemplo, do Mar adentro?

Pena é que as coisas deste lado da fronteira não sejam propriamente assim. Por que razão parece existir alguma dificuldade em Portugal em ver temas sensíveis, tratados de forma a atingir grandes audiências, no cinema português?

Bem sei que filmes como a Corrupção, Call Girl ou até mesmo O crime do Padre Amaro parecem indicar que as coisas estão a melhorar. Mas acho que é necessário fazer mais. A dimensão do mercado e a falta de meios não explicam, na minha modesta opinião, tudo.

Um último apontamento sobre os prémios Goya. É no mínimo curiosa a categoria para a Mejor Película Europea. Será que a Academia de las Artes Y las Ciencias Cinematrográficas de España tem algum tipo de tique britânico? Afinal de contas, não é aos britânicos que lhes apontamos a existência de uma espécie de "tensão cognitiva" no que respeita à sua relutância em incluirem as ilhas de Sua Majestade no continente europeu?