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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Une autre main de dieu?

Interessante a reacção da imprensa francesa em relação à qualificação dos bleaus para o mundial. A imprensa irlandesa salienta que a mesma mostra muita “simpatia” e compreensão pela situação.

A imprensa irlandesa salienta que a mesma mostra muita “simpatia” pela selecção irlandesa e compreensão pela situação.

Mais um episódio para alimentar o debate sobre a aplicação das novas tecnologias como meios auxiliares de decisão dos árbitros. A resposta da UEFA é a ideia dos cinco árbitros (que tem sido testada na Liga Europa).

Será suficiente para acabarem com este tipo de situações?

PS: publicado também no blogue Bolanaquinta.

Parabéns selecção Portuguesa, parabéns Seleccionador nacional

Não há muitas actividades em que os portugueses se podem orgulhar de estar entre a nata mundial. O futebol sénior de selecções é uma dessas actividades.

Sabemo-lo pelos resultados conseguidos nos últimos 10 anos, período em que Portugal esteve (quase) sempre presente nos palcos das grandes competições internacionais.

Soubemo-lo ontem, uma vez mais, através da brilhante qualificação de Portugal para o Mundial na África do Sul. E digo brilhante pois foi conseguida em condições extremamente difíceis, com muitos pontos perdidos no início da qualificação, para não falar na falta de crença da generalidade dos adeptos (a certa altura eu próprio tive bastantes dúvidas) e da nuvem de críticas que acompanhou tudo e todos da selecção.

Não me lembro de, perante tais adversidades, a Selecção mostrar uma atitude tão focada e ganhadora. Um bom exemplo para todos. Conseguiram-se os pontos, atingiu-se o objectivo proposto e o resto é conversa.

Diverti-me muito com a opinião de alguns comentadores desportivos – os vulgos “especialistas” – que, após a qualificação de Portugal, e perante um registo histórico de críticas ao Seleccionador, à Federação e aos jogadores, tiveram de mudar de tom e meter a viola do “triste fado” no saco.

Obrigado Selecção por mais uma pedrada no charco da crítica fácil, do pessimismo crónico de alguns e de uma certa maledicência atávica.

sábado, 10 de outubro de 2009

Jogar ao ataque...

Em 2000, lembro-me de uma crónica de Valdano num jornal inglês. Estávamos no início do campeonato da Europa e Portugal tinha acabado de vencer a Inglaterra por 2-3. Dizia Valdano nessa altura que Portugal jogava um futebol "rendilhado" e muito técnico, quase como se marcar golos não fosse de todo em todo importante para os jogadores.

Penso que esta descrição se mantêm válida ainda nos dias de hoje. Aliás, acho irritante, especialmente nas qualificações, o destaque que se dão às exibições em detrimento dos resultados.

Pois bem, acabo de ler um resumo de uma conferência de imprensa de Carlos Queiróz que parece corroborar isto mesmo. Diz o seleccionador das quinas que a selecção "foi sempre uma selecção de ataque" e que atacar significa também "jogar bom futebol". Jogar bom futebol? E golos, já agora, não interessa para nada?!

Esta fixação em querer jogar bonito é, permitam-me a redundância, muito bonito. Mas não chega para qualificar uma equipa. Num "mini-campeonato" com 10 jogos ou qualquer coisa do género, o que interessa é ganhar pontos. Marcar golos. Sofrer poucos. Enfim, ser objectivo.

Há uns dias atrás, um colega da Suécia disse-me que reconhecia que Portugal jogava bom futebol e que, talvez por causa disso, merecesse estar no Mundial. Estava a ser simpático. De qualquer forma dicordo desta posição. O mérito ou demérito de uma equipa em relação às demais são subjectivos. O jogar bonito ou feio também. Os pontos que se conquistam e os golos que se marcam não.

É claro que gosto do bom futebol. Mas penso que se Portugal quiser ter uma presença mais assídua em fases finais de campeonatos de futebol tem de se focar mais nos resultados. E ter dirigentes à altura de responder pelo seu cumprimento ou incumprimento. Até porque é difícil que Portugal venha a produzir, para todo o sempre, equipas que possam "jogar bonito". Ou estarão à espera que um país com 10 milhões esteja sempre a produzir jogadores como Cristiano Ronaldo, Figo e Rui Costa?

Uns dias antes de sair de Portugal ouvi Simão Sabrosa dizer qualquer coisa do género como o "estar preparado para fazer uma grande exibição". Espero que isso queira dizer golos.

E já agora boa sorte para o jogo de Portugal. Na Hungria não se fala dele.