A figura acentua a tendência de queda da inflação homóloga que em Junho atingiu os -1,6%. Os valores da inflação, pelo menos os mais recentes, podem ser obtidos aqui.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Evolução da inflação desde 1998
A figura acentua a tendência de queda da inflação homóloga que em Junho atingiu os -1,6%. Os valores da inflação, pelo menos os mais recentes, podem ser obtidos aqui.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Roaming mais barato a partir de hoje
Ora aqui está um exemplo da actuação da União Europeia com efeitos visíveis na vida dos cidadãos. Uma medida aplicada com o intuito de proteger o consumidor e de evitar o aparecimento de contas "exorbitantes de telemóvel". Fica a dúvida. Será que foi este tipo de contas, que também deveriam fazer das suas e aparecer nas caixas de correio de funcionários públicos europeus, que fez com que se tenha "despertado" para o assunto?
Não sei. Só sei que hoje mesmo vou beneficiar desta medida. Obrigado União Europeia! Eu cá não sou ingrato nem mal-agradecido...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Relatório da Autoridade da Concorrência
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Inflação no vermelho (parte II)
Nos EUA é preciso recuarmos até 1955 para verificarmos uma taxa de variação homóloga negativa. Em Espanha o INE esclarece que este é o primeiro valor negativo em toda a série histórica das taxas de variação homóloga do IPC. Definitivamente a inflação está na berra.
Aguardemos o que os próximos meses nos dizem, qual a reacção da economia europeia e norte-americana e, acima de tudo, que a opinião quase generalizada dos economistas se confirme: que os riscos de deflação estão longe de se tornarem uma realidade.
A press relase do BLS pode ser vista aqui. E a nota de prensa espanhola aqui. Amanhã saem os dados do Eurostat para a economia europeia.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Inflação no vermelho
Recentemente, o Governador do Banco de Portugal assegurou que os riscos de deflação na economia portuguesa eram, apesar de terem aumentado, "minúsculos". Deixou o aviso de que taxas de inflação negativas poderão acontecer mais vezes durante este ano mas que um processo continuado de descida dos preços (isto é, um processo de deflação) é difícil de vir a acontecer.
Quinta-feira saem os dados para a zona euro. A ver se confirmam os valores, bem abaixo dos 2%, que o Eurostat avançou na sua última flash estimate (para aceder aos posts sobre este tema, basta clicar na etiqueta "indicadores").
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Surpreendidos?
Eu estou de facto um pouco com a notícia que li aqui. Até porque a grande generalidade dos analistas previa uma descida para 1% (basta olhar para a primeira página do Jornal de Negócios de hoje…).
Esperava mais. Saiu-nos, a nós europeus, um corte de 25 pontos base. Aparentemente sem mais nenhuma medida adicional. Mínimos históricos, dirão os mais optimistas. Sim, mas esta é também a crise económica mais grave da história do Banco Central Europeu (BCE).
Também fiquei surpreendido porque parece que o corte da taxa directora não é suportada por outras medidas e pelo uso de outros instrumentos de intervenção monetária. Não saberão fazer mais nada do que baixar (comedidamente) e subir (sempre que possível) a taxa directora do mercado monetário?
Enfim, esperemos por mais informações do BCE sobre esta matéria. De qualquer forma, o corte vem na linha daqueles que pensam que o BCE está a reservar suficiente "margem de manobra" para poder baixar as taxa de juro no futuro.
A press release referente ao anúncio de hoje do Banco Central Europeu pode ser acedida aqui. Vale a pena ler. Está lá tudo. A sacrossanta estabilidade dos preços (basicamente ter o IHPC a variar em termos homólogos em torno dos 2%), o pacto de estabilidade, a referência a alguns países (estão a adivinhar quais?), que necessitarão de proceder a medidas de consolidação orçamental mais sérias a partir de 2010, a renovada estratégia de Lisboa, as reformas estruturais (isto é, a liberalização do mercado de trabalho), etc, etc… E claro, inflação, inflação e mais controlo da inflação. Ah, e falam em crescimento no longo prazo. Mas no longo prazo, já dizia Keynes, we are all dead.
Afinal de contas parece que o BCE não mudou assim tanto quanto isso. Surpreendidos?
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Indicadores num flash
Hoje foi a vez do organismo oficial para as estatísticas da União Europeia anunciar um aumento da taxa de desemprego. Tal como pode ser lido aqui, a taxa de desemprego na zona euro em Fevereiro aumentou de 8,3% para 8,5% em Fevereiro. E o que querem dizer esta última percentagem? Que cerca de 13,5 milhões de pessoas estão desempregadas.
Os campeões do desemprego são a Espanha (com 15,5%), a Letónia (com 14,4%) e a Lituânia (com 13,7%). Se adicionarmos a estes últimos os 9,9% registados pela Estónia podemos ter uma ideia dos problemas que os países bálticos estão a ter. Fora da Europa, os 8,1% dos EUA são uma preocupação para todos os que pretendem ver sinais de recuperação económica a nível mundial.
Perante estes novos indicadores, não há então que estranhar esta notícia do Público on-line que diz que o Banco Central Europeu (BCE) deverá descer, uma vez mais, a sua taxa de referência para 1%. Por enquanto o BCE ainda tem "margem", como dizem os analistas. E se a recessão for para além de toda a margem possível?
quarta-feira, 18 de março de 2009
Indícios de uma recuperação?
O facto de os valores do BLS terem suplantado as previsões dos analistas é, por si só, positivo. Isto porque o espectro deflacionário parece estar, pelo menos em parte, posto de parte. Relembramos que em Janeiro o mesmo indicador registou uma variação nula.
A press release do BLS pode ser vista aqui.
Hoje fala o presidente do FED sobre a economia americana. Vamos ver o o que o que Ben Bernanke tem para dizer aos EUA e, claro está, ao mundo, sobre o estado da economia americana.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Evolução da inflação desde 1999
A figura acima mostra a evolução da taxa de inflação homóloga do índice de preços no consumidor português entre Janeiro de 1999 e Fevereiro de 2009 (que foi hoje divulgada pelo INE; ver mais informações aqui).Impressionante a queda abrupta registada desde Outubro de 2008 (parte mais à direita do gráfico). Realmente uma figura vale mais do que mil palavras. Será que a tendência para a descida da taxa de variação homóloga se ficará por aqui?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Dados fresquinhos sobre uma recessão
Hoje, o Eurostat divulgou que o produto interno bruto da Zona euro variou -1,5% no mesmo período. (Ver destaque de imprensa aqui.)
De igual forma, o índice de preços no consumidor português apresentou uma variação em Janeiro de 2009, face ao mesmo mês do ano anterior, de 0,2%. Nunca me lembro de ver valores tão baixos para a taxa de inflação. Mais informações sobre a inflação do mês de Janeiro podem ser vistas aqui.
Seriam munições para a oposição para o debate na Assembleia da República sobre economia, tema aliás escolhido pelo Primeiro-ministro José Sócrates... não fosse o pequeno pormenor de o debate ter sido feito na quarta-feira!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Inflação, inflação, deflação à vista? (parte II)
A informação oficial do BLS pode ser obtida aqui.
É mais uma "fotografia" do estado da economia mundial. Uma última nota. Segunda-feira é a vez da Comissão Europeia anunciar novas previsões para a economia. Vamos ver que valor atribuem para o comportamento expectável da economia portuguesa. Vamos ver se confirmam (ou não) a tendência para ver a última previsão do Banco de Portugal para o PIB português como demasiado optimista. É que nas últimas semanas foram pelo menos duas entidades que anunciaram valores para o PIB bem piores do que o anunciado pelo Banco Central luso (IfW e da Standard and Poor's).
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Anemia geral nos preços na Europa
De acordo com o divulgado hoje pelo Eurostat, estes 0,8% foram a segunda taxa de inflação mais baixa da zona Euro. Mais baixo só no Luxemburgo (0,7%), tendo a grande maioria dos países da União registado abrandamentos na taxa de inflação homóloga em Dezembro (24). É a anemia geral. Dúvidas sobre a importância de estimular a despesa e o consumo nesta época de crise? Parece-me que cada vez existem menos. Outra conversa é acordar em que tipo de "estímulos" (ou de "políticas inteligentes", como refere o post anterior do colega Olho de Vidro) é que são mesmo necessários...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Ano novo, preços novos
O preço do jornal Público aumentou. Agora, quem quiser comprar o jornal de segunda a quinta-feira terá que pagar 1,00€ em vez de 0,90 €. Ano novo, preços novos? Não sei o que diga. Nunca percebi muito bem por que razão parece existir uma espécie de fundamentalismo não confessado que faz com que os preços de quase todos os produtos tenham que subir exactamente no início de cada ano civil . Neste caso é um aumento de 11%. E sem qualquer alteração substancial à vista.terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Inflação, inflação, deflação à vista?
Do outro lado do atlântico, foi a vez do Bureau of Labor Statistics anunciar o “tombo” da inflação nos Estados Unidos. A taxa homóloga registada foi de 1.1%, 2.6 pontos percentuais menor do que o registado em Outubro deste ano (ver texto integral aqui).
Será que o fantasma da deflação anda mesmo por aí?